10/12/07
Por determinação do governador José Serra (PSDB), o secretário estadual de Transportes, Mauro Arce, assinou, na noite de quarta-feira, a ordem de serviço para a construção de um viaduto sobre a linha férrea da Rodovia Cônego Domênico Rangoni.
A notícia foi transmitida pelo secretário-chefe da Casa Civil do Estado, Aloysio Nunes Ferreira, que ontem visitou a TV Tribuna. Em entrevista ao Jornal da Tribuna - 1ªEdição, ele disse que as obras deverão durar cerca de um ano e serão necessários investimentos em torno de R$ 40 milhões.
O empreendimento, a ser erguido sobre a ferrovia que atravessa as duas pistas do Km 264,3 da via, é aguardado há anos por empresários e dirigentes do porto e do Pólo Industrial de Cubatão. Devido à inexistência do viaduto, são comuns congestionamentos no cruzamento da rodovia com a linha férrea.
A construção do viaduto e de duas pistas marginais à rodovia propiciará a organização dos tráfegos ferroviário e rodoviário diante da antiga Vila Parisi e de veículos de carga com destino aos pátios reguladores de caminhões que atendem às margens direita (Santos) e esquerda (Guarujá) do porto.
Os trabalhos caberão à Ecovias, concessionária do Sistema Anchieta/Imigrantes
O Estado tomou a decisão após ‘‘estudos jurídicos e orçamentários’’, com base nos quais a obra pôde ser relacionada entre serviços complementares do SAI. A inclusão foi possível graças à prorrogação, em sete anos, da vigência do contrato de concessão, o que ocorreu no fim da gestão Cláudio Lembo (DEM).
Como a Ecovias, por ser privada, não precisa recorrer a licitações para obras, há expectativa de que a construção comece imediatamente, conforme Mauro Arce destacou a A Tribuna em novembro.
FERROVIA
Aloysio Ferreira também se referiu ao projeto — noticiado em recentes reportagens de A Tribuna — de reativação do ramal ferroviário Santos-Cajati, inoperante há quatro anos e cuja reabertura o Governo de Estado negocia com a América Latina Logística (ALL), concessionária responsável pelo trecho.
Sem detalhar tal pretensão, o secretário afirmou que ‘‘queremos trazer o Governo Federal para um projeto de logística importante’’. Ele destacou essa importância com a existência de mineradoras no Vale do Ribeira, onde também há indústrias de cimento e de insumos para produção de cerveja.
Com a reativação do ramal, a Secretaria de Estado de Planejamento poderá pôr em prática um projeto que desenvolveu para a integração dos modais rodoviário, ferroviário e hidroviário no Ribeira. O frete (custo do transporte de cargas) diminuiria, pois a circulação por trens é mais barata do que por caminhões.
Proposta
Na gestão de Cláudio Lembo, chegou a haver autorização para se construir o viaduto. Em maio de 2006, seu custo era estimado em R$ 38 milhões 100 mil. Porém, o valor previsto foi elevado para R$ 42 milhões, pois se projetou mais uma alça de acesso que o ligaria ao viaduto da Cosipa.
Fonte: A Tribuna Digital