07/04/08
Os executivos brasileiros têm de tratar as ações sócioambientais como tratam do lucro e dos resultados das companhias que representam. "As ações de sustentabilidade devem fazer parte do planejamento estratégico", disse o CEO do Ibope Inteligência, Nelson Marangoni, durante palestra no Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), em São Paulo. Há ainda uma distância entre o conhecimento do conceito e a sua prática.
Marangoni apresentou os resultados da pesquisa sobre sustentabilidade, realizada pelo Ibope no segundo semestre de 2007. O dirigente do instituto salientou a importância de a sociedade como um todo adotar o conceito de sustentabilidade. "Para se ter uma pequena idéia dos problemas e dos desafios futuros da humanidade, a população mundial deverá chegar a 8 bilhões de pessoas em 2020. A demanda de energia deve triplicar. Da energia gerada hoje, 78% provém de combustível fóssil. As desigualdades continuam a crescer."
Para o representante do Ibope Inteligência, negócio sustentável é aquele que tem a capacidade de ser perene, preservar o meio ambiente e apresentar comprometimento com valores éticos. A pesquisa do Ibope ouviu 500 executivos (diretores, gerentes, coordenadores) e outras mil pessoas. Dos profissionais, 79% já haviam ouvido falar sobre sustentabilidade. Entre a população, 55% disseram conhecer o conceito.
De acordo com Marangoni, três eixos têm de ser absorvidos por empresas e indivíduos para se avançar na questão da sustentabilidade. "É preciso que o executivo se sinta responsável pelo impacto das suas ações (da sua companhia) na sociedade, no meio ambiente e no próprio negócio. O cidadão tem de se sentir responsável por danos ao meio ambiente. Por fim, é preciso querer respeitar o outro."
Para 37% dos executivos, suas empresas não incorporaram as ações de sustentabilidade como parte do plano estratégico. Segundo Marangoni, um exemplo da distância entre o conhecimento do conceito sustentabilidade e sua prática está no fato de que só 25% das companhias formulam planos estratégicos para reduzir gastos com água e energia.
Fonte: Portal Inteligência Ambiental