AGRIMEC Brasil - Notícias

22/04/08

Assoreamento do estuário

Merece extrema atenção, por parte das autoridades e mesmo da comunidade, as conclusões do programa científico Estação Fixa, realizado por professores e alunos do curso de Oceanografia do Unimonte. Conforme o estudo, nos últimos cinco anos o volume de sedimentos na água do estuário e o nível de matéria orgânica em suspensão aumentaram, respectivamente, 25% e entre 15% e 20%. São dados preocupantes, pois, se a mesma média for mantida nos próximos cinco anos, a maré que entra na baía não terá mais capacidade de limpar o estuário.

Segundo o oceanógrafo André Belém, o material analisado é uma mistura de sedimentos com esgoto doméstico e os altos índices encontrados ‘‘indicam que nenhuma ação de controle ambiental está sendo suficiente’’. Os principais efeitos do problema são o assoreamento do canal e da barra, o que é bastante prejudicial à atividade portuária, e o prejuízo à balneabilidade das praias.

Como se observa, trata-se de uma questão que requer ação imediata, pois, em curto prazo, os prejuízos à Baixada, e mesmo ao País, podem ser enormes. Por essa razão, o esforço não deve ficar limitado à esfera regional. Pela natureza do problema e seu alcance, autoridades do Estado e da União devem ser mobilizadas o quanto antes, para que os resultados não tardem.

Fonte: Portal Inteligência Ambiental

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