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19/05/08

Estudo revela impacto nos estuários

A poluição e a ausência de tratamento de esgoto em áreas com submoradias são fatores que contribuem para a ocorrência de impactos negativos nos estuários de Santos e São Vicente. O assunto foi tema da apresentação do programa EcoManage, um projeto de gerenciamento costeiro ecológico desenvolvido pela Universidade Santa Cecília (Unisanta) em parceria com instituições e entidades nacionais e internacionais, que além de apontar os principais problemas, também servirá como instrumento para nortear futuras pesquisas e empreendimentos na Região Metropolitana da Baixada Santista.

Durante três anos e meio, pesquisadores e autoridades da Itália, Portugal, Holanda, Chile, Argentina e Brasil integraram o projeto com o apoio da União Européia. Segundo Ramiro Neves, do Instituto Técnico de Portugal, a proposta é de mostrar que os estudos ligados ao meio ambiente devem ser encarados como investimento e não como despesas. ‘‘Que possam proporcionar soluções mais baratas e eficazes para o futuro’’.

Coordenador do Programa EcoManage, Fabio Giordano destacou que a principal conclusão do estudo aponta para a necessidade de se investir cada vez mais em saneamento básico. ‘‘A região mais crítica no mapeamento se situa em São Vicente, nas imediações do Largo da Pompeba, que tem uma alta concentração de população vivendo em submoradias (favelas). Isso revela que é preciso consolidar essa população, seja nesse local, com estrutura adequada, seja transferindo esse público para outros locais, em projetos do moradia para famílias de baixa renda’’.

O chefe do escritório regional da Companhia de Desenvolvimento Habitacional Urbano (CDHU), José Marcelo Ferreira Marques, disse que o estudo do EcoManage será útil no futuro para planejar os novos projetos na região. ‘‘Acho que isso poderá complementar as ações desenvolvidas pelo Estado’’.

A reitora da Unisanta, Sílvia Ângela Teixeira Penteado, destaca que o momento é oportuno para discutir temas ambientais. ‘‘Esta iniciativa mostrará as realidades biológicas de diferentes locais que trabalham para o gerenciamento de forma sustentada e servirá para a tomada de decisões mais consistentes’’. A presidente da Unisanta, Lúcia Maria Teixeira Furlani, informa que a instituição trabalha há 14 anos com pesquisas na área em parceria com o instituto de Portugal. ‘‘Sem dúvida esses dados irão mapear uma série de desenvolvimentos e pesquisas e traçarão um diagnóstico atual e preciso para a nossa região’’.

Derramamento de óleo

As pesquisas alimentaram um sistema de modelos, tanto para a Bacia Hidrográfica quanto para as águas estuarinas. Estes modelos permitem aplicar, em computador, os dados científicos coletados em campo, simulando possíveis consequências de lançamento de efluentes, modificações de linha de costa, implantação de marinas, aterros, derramamento de óleo e outras intervenções do homem.

Fonte: Portal Inteligência Ambiental

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